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domingo, 27 de novembro de 2011

Do lado de cá, nada de novo no front

Já disse o filósofo (acho eu), "só a mudança é constante"; "tudo muda o tempo todo". Eu poderia congestionar os servidores do google com citações, boas ou não, que tratem de mudança. Mas prefiro me ater ao lado útil do assunto: pessoas mudam. E mudam pelos mais diversos motivos: religião, trabalho, escola, novos amigos, descoberta de novos hábitos e por aí vai. Quando se muda, é natural e esperado que se notem coisas diferentes ao redor (nunca te perguntei se te incomoda eu escrever de jeito meio impessoal). Algumas pessoas somem, algumas coisas deixam de ter a graça que tinham antes, até o tempero da comida fica com gosto estranho. Acredito que tudo isso é parte do processo. É até meio chover no molhado tratar desse assunto, na verdade, fica aquele ranço de conversa batida (como tudo o mais na vida).
Então, vamos tentar outra abordagem. Em vez de discutir o porquê das coisas serem como são (claro que os porquês são importantes, mas dada a subjetividade que tem "importância", não tratemos disso aqui e agora), tentemos discutir o que fazer com elas. Usando a natureza como parâmetro (tática espinhosa, confesso; natureza é natureza, vida em sociedade é vida em sociedade. Ma vamo vê que bicho dá.), tomemos o exemplo batido da borboleta. Quando ela deixa de ser lagarta e se torna borboleta, ela não quer saber o que o pardal, por exemplo, acha disso (por mais que o pardal possa ter uma opinião muito bem fundamentada a respeito), ela simplesmente vira borboleta e voa. Por que é isso que ela é agora. E, metaforicamente falando, é claro, nada impede que ela seja o que ela quiser, depois. Se formos seguir o raciocínio de que somos um pouco de tudo e deixamos um pouco em tudo, eu diria que o passo natural é que ela vire flor (puta conversa de doido, mas acho que dá pra compreender a ideia). Bom, todo esse cerca-Lourenço é só pra dizer que (deixando o impessoalismo de lado) apenas ser, sem reiteradamente dizer, é uma opção possível.
Ah, voltando pras metáforas confusas com a natureza: assim como há a borboleta, cuja mudança é visível, há a pedra. A pedra é dura. É pesada. Ela fica ali, parada, teimosa em ser como é. Mas ela muda, sim. Muito devagar, de maneira quase imperceptível. Às vezes não muda como se espera. E, ao contrário da borboleta, que deixa de ser lagarta, a pedra não deixa de ser pedra.
Enfim, puta conversa de doido, mas acho que dá pra compreender a ideia.

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