Já disse o filósofo (acho eu), "só a mudança é constante"; "tudo muda o tempo todo". Eu poderia congestionar os servidores do google com citações, boas ou não, que tratem de mudança. Mas prefiro me ater ao lado útil do assunto: pessoas mudam. E mudam pelos mais diversos motivos: religião, trabalho, escola, novos amigos, descoberta de novos hábitos e por aí vai. Quando se muda, é natural e esperado que se notem coisas diferentes ao redor (nunca te perguntei se te incomoda eu escrever de jeito meio impessoal). Algumas pessoas somem, algumas coisas deixam de ter a graça que tinham antes, até o tempero da comida fica com gosto estranho. Acredito que tudo isso é parte do processo. É até meio chover no molhado tratar desse assunto, na verdade, fica aquele ranço de conversa batida (como tudo o mais na vida).
Então, vamos tentar outra abordagem. Em vez de discutir o porquê das coisas serem como são (claro que os porquês são importantes, mas dada a subjetividade que tem "importância", não tratemos disso aqui e agora), tentemos discutir o que fazer com elas. Usando a natureza como parâmetro (tática espinhosa, confesso; natureza é natureza, vida em sociedade é vida em sociedade. Ma vamo vê que bicho dá.), tomemos o exemplo batido da borboleta. Quando ela deixa de ser lagarta e se torna borboleta, ela não quer saber o que o pardal, por exemplo, acha disso (por mais que o pardal possa ter uma opinião muito bem fundamentada a respeito), ela simplesmente vira borboleta e voa. Por que é isso que ela é agora. E, metaforicamente falando, é claro, nada impede que ela seja o que ela quiser, depois. Se formos seguir o raciocínio de que somos um pouco de tudo e deixamos um pouco em tudo, eu diria que o passo natural é que ela vire flor (puta conversa de doido, mas acho que dá pra compreender a ideia). Bom, todo esse cerca-Lourenço é só pra dizer que (deixando o impessoalismo de lado) apenas ser, sem reiteradamente dizer, é uma opção possível.
Ah, voltando pras metáforas confusas com a natureza: assim como há a borboleta, cuja mudança é visível, há a pedra. A pedra é dura. É pesada. Ela fica ali, parada, teimosa em ser como é. Mas ela muda, sim. Muito devagar, de maneira quase imperceptível. Às vezes não muda como se espera. E, ao contrário da borboleta, que deixa de ser lagarta, a pedra não deixa de ser pedra.
Enfim, puta conversa de doido, mas acho que dá pra compreender a ideia.
domingo, 27 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Das novidades...
Nos últimos dias tem acontecido alguns episódios interessantes ao meu redor com o fato de eu ser evangélica. Meus "amigos" estão gradualmente se afastando, meu interesse pelas coisas que tinha interesse antes acabaram e/ou diminuíram drasticamente. Bom, eu tô na minha.
O grande lance não é "ser evangélico", "ser crente", e outros esteriótipos que as pessoas arranjam. É algo que, justamente, não existe nome, esteriótipo, não tem como nomear. Talvez porque, seja um sentimento que algumas pessoas só sentem em determinados momentos da vida. Sabe aquele momento em que tudo pára? O curso não anda, a cabeça não funciona com os trabalhos, o medo grita dentro do cerebelo. Há alguma coisa de errado. Existem muitas coisas erradas. Aí, entra o desespero, o desânimo, a falta de atividade e tantas outras coisas que não consigo nomear. É difícil? Ô se é.
E dói. Como dói admitir que não consigo resolver algo sozinha. Por que sou orgulhosa e orgulhoso se não sabe, não questiona, finge que sabe e vai empurrando com a barriga até aparecer alguém com quem troque figurinhas. Você um dia foi uma dessas pessoas.
Daí, teve um dia que te questionei algo sobre sua infância e você me falou que tem coisas que é melhor não lembrar, e tem coisas que é melhor fingir que não aconteceram. E eu que achava que sabia de tudo, que podia tudo te julguei, falei o que você deveria fazer feito Mãe Dinah.
Eu não sei de nada. E cada um tem um sofrimento diferente.
Aí um dia eu perguntei como podia melhorar e alguém me falou do lado espiritual.
E cá estou.
O grande lance não é "ser evangélico", "ser crente", e outros esteriótipos que as pessoas arranjam. É algo que, justamente, não existe nome, esteriótipo, não tem como nomear. Talvez porque, seja um sentimento que algumas pessoas só sentem em determinados momentos da vida. Sabe aquele momento em que tudo pára? O curso não anda, a cabeça não funciona com os trabalhos, o medo grita dentro do cerebelo. Há alguma coisa de errado. Existem muitas coisas erradas. Aí, entra o desespero, o desânimo, a falta de atividade e tantas outras coisas que não consigo nomear. É difícil? Ô se é.
E dói. Como dói admitir que não consigo resolver algo sozinha. Por que sou orgulhosa e orgulhoso se não sabe, não questiona, finge que sabe e vai empurrando com a barriga até aparecer alguém com quem troque figurinhas. Você um dia foi uma dessas pessoas.
Daí, teve um dia que te questionei algo sobre sua infância e você me falou que tem coisas que é melhor não lembrar, e tem coisas que é melhor fingir que não aconteceram. E eu que achava que sabia de tudo, que podia tudo te julguei, falei o que você deveria fazer feito Mãe Dinah.
Eu não sei de nada. E cada um tem um sofrimento diferente.
Aí um dia eu perguntei como podia melhorar e alguém me falou do lado espiritual.
E cá estou.
Postado por
O Rato e A Gata
às
00:21
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