... é colher jardins.;
Sei que você é ateu e não acredita nessa "coisa" que é fé.
Mas vai concordar comigo que às vezes a gente não acorda bem. Às veses a gente acorda num mau humor daqueles e tudo o que mais queremos é voltar para a cama, e debaio dos cobertores ficarmos quietinhos fingindo que estamos protegidos do mundo.
Tem fases em que acordamos todos os dias com essa sensação. E querer voltar pra cama deixa de ser um desejo para ser um sonho. Sim, porque agora não dá pra chorar e fingir que está com dor de garganta. O mundo está lá fora, te esperando. É ruim quando essa fase demora de passar.
Então, eu decidi que não dava mais pra mim e resolvi entregar os pontos. Não dá mais pra não dizer que me sinto perdida e que não quero mais viver a vida que vivia. Não sou Mãe Dinah, não tenho o QI acima da média (não tanto assim), não sei quem apertou o botão da bomba de Hiroshima. Não tenho todas as respostas e nem quero saber. Desculpe se pareço ignorante enquanto falo.
Desculpe por pedir desculpas, é o meu jeito, você sabe.
Não dava mais e me rendi. Admiti que não posso te mudar e te deixar do jeitinho que pensava ser melhor pra você - e para mim. Não posso mais querer te controlar. Está fora dos padrões. Agora é tempo de mudanças.
Sou evangélica sim, senhor.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
Deslocado
Sempre gostei de me achar velho. Achava o máximo quando era moleque e a moça da padaria imitava minha cara falando "ah, que menino sério, parece um hominho" (ainda pareço um hominho, mas, agora, por causa da altura) e então sorria e me entregava o pão. Mas quando o tempo passa e se para pra pesar as coisas como adulto, dá pra sentir a diferença entre parecer velho e se sentir velho.
Eu me sinto velho, sobretudo, quando o assunto é faculdade. Todo santo dia tenho a sensação de que aquele lugar não é pra mim. A galera em média 10 anos mais nova que eu, com assuntos em média 10 anos menos interessantes, com gostos em média 10 anos diferentes e ideias e ideiais em média 10 anos mais batidos. Professores cheios de empáfia, verdadeiras "divas" de academia (isso quando não são simplesmente incompetentes, mesmo), que conseguem perfeitamente manter a meninada sentada na carteira, mas que deixam um marmanjo de 30 anos de idade a ponto de ter um enfarte pelo fato de ser um só e, por isso mesmo, ter o apito surdo e se tentar levantar e dizer o que realmente pensa do professor e da instituição ser perseguido por semestres a fio (nota mental: nunca mais contar tempo em semestres).
Isso me faz lembrar que, seguindo essa lógica, eu tenho muito mais motivos pra detestar um eventual patrão, por exemplo. Mas o patrão pelo menos me paga um salário todo mês por ter que tolerar suas mazelas. Tem horas que se sentir velho é uma merda.
O rato.
Eu me sinto velho, sobretudo, quando o assunto é faculdade. Todo santo dia tenho a sensação de que aquele lugar não é pra mim. A galera em média 10 anos mais nova que eu, com assuntos em média 10 anos menos interessantes, com gostos em média 10 anos diferentes e ideias e ideiais em média 10 anos mais batidos. Professores cheios de empáfia, verdadeiras "divas" de academia (isso quando não são simplesmente incompetentes, mesmo), que conseguem perfeitamente manter a meninada sentada na carteira, mas que deixam um marmanjo de 30 anos de idade a ponto de ter um enfarte pelo fato de ser um só e, por isso mesmo, ter o apito surdo e se tentar levantar e dizer o que realmente pensa do professor e da instituição ser perseguido por semestres a fio (nota mental: nunca mais contar tempo em semestres).
Isso me faz lembrar que, seguindo essa lógica, eu tenho muito mais motivos pra detestar um eventual patrão, por exemplo. Mas o patrão pelo menos me paga um salário todo mês por ter que tolerar suas mazelas. Tem horas que se sentir velho é uma merda.
O rato.
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O Rato e A Gata
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11:26
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011
To be or not to be...
A lembrança mais antiga que eu tenho da minha infância é de quando eu tinha dois anos; meus irmãos íam para a escola e eu ficava na porta de casa com minha mãe dando tchau para eles. Três anos depois decidi que quando crescesse seria professora. Sempre quis esse ofício para mim, ao menos, até conhecer o universo da escola pública como aluna. Minha professora-do-interior-da-escola-pública sabia da vida de todo mundo. Aquilo me irritava e me dava nojo... ora, professor tem que dar exemplo. Ao menos, de atitudes edificantes.
Cá estou. Recebendo alunos numa sala de aula como bem deveria fazer a professora dos meus irmãos. E não sei mais se isso é o que quero pra mim. O sonho de ajudar pessoas, a ideologia de libertar o oprimido, segurar na mão de um idoso e ensiná-lo a ler a la Paulo Freire, ouvir meninos na rua gritando PROFESSORAAAAA e dando tchauzinho... Os dias mudaram, os dias me mudaram, o tempo é outro.
E como diria o poeta, o tempo não pára.
Cá estou. Recebendo alunos numa sala de aula como bem deveria fazer a professora dos meus irmãos. E não sei mais se isso é o que quero pra mim. O sonho de ajudar pessoas, a ideologia de libertar o oprimido, segurar na mão de um idoso e ensiná-lo a ler a la Paulo Freire, ouvir meninos na rua gritando PROFESSORAAAAA e dando tchauzinho... Os dias mudaram, os dias me mudaram, o tempo é outro.
E como diria o poeta, o tempo não pára.
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O Rato e A Gata
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