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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

To be or not to be...

A lembrança mais antiga que eu tenho da minha infância é de quando eu tinha dois anos; meus irmãos íam para a escola e eu ficava na porta de casa com minha mãe dando tchau para eles. Três anos depois decidi que quando crescesse seria professora. Sempre quis esse ofício para mim, ao menos, até conhecer o universo da escola pública como aluna. Minha professora-do-interior-da-escola-pública sabia da vida de todo mundo. Aquilo me irritava e me dava nojo... ora, professor tem que dar exemplo. Ao menos, de atitudes edificantes.
Cá estou. Recebendo alunos numa sala de aula como bem deveria fazer a professora dos meus irmãos. E não sei mais se isso é o que quero pra mim. O sonho de ajudar pessoas, a ideologia de libertar o oprimido, segurar na mão de um idoso e ensiná-lo a ler a la Paulo Freire, ouvir meninos na rua gritando PROFESSORAAAAA e dando tchauzinho... Os dias mudaram, os dias me mudaram, o tempo é outro.
E como diria o poeta, o tempo não pára.

domingo, 31 de julho de 2011

Típico

Do Houaiss:

Acepções
 adjetivo 
1    (1840)
     que serve de tipo; característico 


Sabe quando se está habituado a um padrão? Há duas abordagens esperadas em relação a como se lidar com ele: 1) achar que tá tudo errado,   dar uma de rato rugindo pra vassoura e mostrar para o universo o iconoclasta dentro de si e 2) achar que tá tudo certo e deixar as coisas como estão. Eu prefiro um misto dos dois. É aquela coisa, né, a gente vai conhecendo as coisas, as pessoas, o universo, a vida e tudo o mais e aí, inevitavelmente, a gente deixa um pouquinho da gente nas coisas ao mesmo tempo em que as coisas deixam na gente um pouquinho de si (sem trocadilhos, beleza?). Então, quando a gente reclama das coisas típicas, sobretudo a respeito das mulheres, talvez seja uma coisa injusta. As pessoas tem sua tipicidade, isso faz parte delas, querer negar, ou mudar, isso, seria querer negar, ou mudar, sua essência. E afinal de contas, o que é que nos encanta (ou qualquer outro verbo) numa pessoa, senão sua essência?
E, falando em essência, eu até posso reclamar da demora de uma mulher em se arrumar pra sair, do drama de uma unha quebrada, dos rompantes tepemísticos ou qualquer outra feminice típica. Mas isso não é porque eu não goste, é porque reclamar é típico meu.

O Rato

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Colocando o pingo nos is

Tem mulher que tem cara meiga, voz meiga, charme, e faz questão de andar de salto alto, maquiada e mostrar para o mundo e a Deus que é feminina. Juro que gostaria de não ser assim. Eu sou, sou mesmo. Faz parte da minha essência e não tem muita coisa a fazer a não ser me concentrar para ser um pouco moderada.
Tem mulher que adora dizer que não é isso e nem aquilo. Não é ruim de cama. Não é fresca. Não é complicada. Que não faz cara feia quando o homem não faz o que ela quer, que é gentil quando está na TPM, que leva café na cama para o amado quando o dito cujo dorme até às 10 da matina de domingo. Confesso que essas negativas - que na sua maioria me soam falsas - me irritam. Se eu estiver na TPM, quando ouço alguma dessas negativas, parece que a caixa do meu bom humor vira de cabeça pra baixo. TPM é um bicho doido que mexe comigo, fazer o que, né.
Então eu tenho TPM e faço minhas unhas uma vez por semana. Solto um palavrão quando a primeira casquinha do esmalte sai. Tenho unha grande e espinha no Trator Passa na Mente. E tenho dito.

Beijos,

A Gata.